segunda-feira, janeiro 23, 2006

Principezinho e um cacto mt mt fofinho :p

“… Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! – respondeu educadamente o principezinho, que se virou para trás mas não viu ninguém.
- Estou aqui, debaixo da macieira – disse a voz.
- Quem és tu? – perguntou o principezinho – És bem bonita…
- Sou uma raposa – disse a raposa. - Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho - Estou tão triste….
- Não posso ir brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou...
- Ah! Então, desculpa! – Disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- «Cativar» quer dizer o que?
- Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. – De que andas tu à procura?
- Ando à procura dos homens – disse o principezinho. - «Cativar» quer dizer o que?
[…]
- É uma coisa que toda gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer «criar laços »…
- Criar laços?
- Sim, laços – disse a raposa. – Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti…
- Parece-me que estou a perceber – disse o principezinho. – Sabes, há uma certa flor… tenho a impressão que ela me cativou…
- É bem possível – disse a raposa. – Vê-se cada coisa cá na terra…
- Oh! Mas não é na terra! – disse o principezinho
[…]
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu caço galinhas e os homens caçam-me a mim. As galinhas são todas parecidas umas com as outras e os homens são todos parecidos uns com os outros. Por isso, às vezes, aborreço-me muito mas, se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, repara! Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante? Eu não gosto de pão e, por isso, o trigo não me serve para nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do som do vento a bater no trigo…
- A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
- Se fazes favor… cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
[…]
-E tenho de fazer o quê? – disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto…
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa. – Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora mais feliz me sinto.
Ás quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade.
[…]
E o principezinho cativou a raposa. Mas quando se aproximou a hora da despedida:
- Ai! – suspirou a raposa – ai que me vou por a chorar…
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não te desejava mal nenhum, mas tu pediste para eu te cativar…
- Pois pedi – disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai ganhei sim, senhor - disse a raposa. – Por causa da cor do trigo…
E acrescentou:
- Anda, vai ver as rosas outra vez, vais entender que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
[…]
Depois voltou para o pé da raposa e despediu-se:
-Adeus…
-Adeus – despediu-se a raposa. – Agora vou-te contar o tal segredo. É muito simples. Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para olhos…
- O essencial é invisível para olhos – repetiu o principezinho para nunca mais se esquecer.”

“Quando nos deixamos cativar, é certo e sabido que algum dia alguma coisa nos há-de fazer chorar.”

Mesmo assim… obrigado a quem me soube cativar da melhor maneira! : )


Aqui vai um cacto muito muito muito fofinho ( comigo ou não à frente :p ) para quem merece : )


2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Beijinho grande para voces****

12:21 p.m.

 
Anonymous Anónimo said...

Pelo vistos leste essa grande obra do Antoine Saint Exupéry que é o o "Le petit prince" ! Se o leste digo te ja que tens mito bom gosto pois é um dos melhores livros que ja li! e o excerto que colocsate no teu blog levas nos a pensar realmemente em muta coisa! olha foi um prazer ter te coonhecido (ainda que virtualmente claro lol)
bjs
bom Blog

4:26 p.m.

 

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